Já é sabido que a virose, intoxicação alimentar e dengue possuem os mesmos sintomas, e por essa razão acaba confundindo o paciente, pois passa a se medicar sem o devido acompanhamento médico.
Diante disso, importante apresentar as principais diferenças entre cada uma dessas doenças e na dúvida, a melhor orientação é procurar por auxílio médico.
A virose é um termo geral para qualquer doença causada por um vírus, que pode afetar diversas partes do corpo, como o sistema respiratório ou gastrointestinal.
Os vírus são compostos por uma estrutura de material genético envolta em uma cápsula composta de gordura e de proteína.
Neste sentido, eles precisam invadir uma célula de um organismo (como o dos humanos, por exemplo) para se multiplicarem.
A disseminação deles no corpo é o que costuma provocar os sintomas.
Importante enfatizar que a virose costuma indicar infecções virais mais leves e autolimitadas (condição com curso específico e limitado, com começo, meio e fim), que causam sintomas respiratórios ou gastrointestinais.
As infecções virais em humanos podem ser assintomáticas ou causar doenças graves.
Alguns exemplos de doenças que podem causar incluem:
São doenças comuns, especialmente em épocas mais frias ou em locais com grande circulação de pessoas.
Geralmente o próprio organismo combate a infecção em poucos dias, mas é importante monitorar os sintomas para evitar complicações, principalmente quando se trata de crianças, idosos e pessoas com imunidade baixa.
Os sintomas da virose variam segundo o tipo de vírus e a resposta do organismo, mas alguns deles costumam ser mais comuns, como:
As viroses leves não possuem tratamento específico, além de apresentarem cura espontânea.
O uso de antibióticos não melhora a virose, pois os antibióticos são tratamento para infecções por bactérias e não para vírus.
Para prevenção da virose cabe seguir as seguintes orientações:
A virose respiratória pode ser prevenida por meio da lavagem das mãos com água, sabão ou álcool em gel antes de ter contato com a boca, olhos ou alimentos.
A intoxicação alimentar ocorre por meio da ingestão de alimentos ou água contaminados por germes, ou outras toxinas.
O corpo age para eliminar as toxinas do trato digestivo por meio de vômitos ou diarreia, podendo durar um ou dois dias.
As causas mais comuns de intoxicação alimentar são as bactérias, podendo proliferar nos alimentos quando estes não estão frescos, lavado e sem refrigeração.
Outros germes, como vírus, parasitas e fungos, também podem contaminar os alimentos.
Eles podem estar presentes no ambiente de onde provém a comida ou água e manipuladas por pessoa já infectada.
As infecções transmitidas por intoxicação alimentar são contagiosas, pois quando se está contaminado é possível espalhar germes por meio de minúsculas partículas de vômito ou fezes.
As complicações decorrentes de intoxicação alimentar são raras, mas podem ser graves e, às vezes, até fatais.
A desidratação grave é a complicação mais comum, pois se perde muita água e eletrólitos com vômitos e diarreia frequentes, e pode ser difícil ingerir líquidos suficientes para repô-los.
Para o diagnóstico da intoxicação alimentar e em casos de sintomas específicos será solicitado exame de fezes e exame de sangue.
Geralmente, o tratamento pode ocorrer em casa, com orientação de manter a hidratação adequada.
A prevenção para os casos de intoxicação alimentar são:
A Dengue é uma doença causada por um vírus, cuja transmissão é feita pelo mosquito Aedes aegypti, que se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais.
A transmissão ocorre pela picada do mosquito Aedes aegypti e apenas os mosquitos contaminados transmitem a doença.
Os mosquitos põem ovos perto de água parada em recipientes que contenham água, como baldes, tigelas, pratos de animais, vasos de flores e vasos.
Importante ressaltar que os mosquitos que transmitem dengue, chikungunya e zika picam durante o dia e a noite.
Os mosquitos são infectados quando picam uma pessoa infectada com o vírus.
Os principais sintomas da doença são:
Os sintomas leves da dengue podem ser confundidos com outras doenças que causam febre, dores ou erupções cutâneas.
Eles duram geralmente de 2 a 7 dias e a maioria das pessoas se recuperam após uma semana.
Pode ocorrer dor extrema nas pernas e articulações nos primeiros sinais.
A febre e outros sintomas persistem por 48 a 96 horas, seguidos de sudorese.
O diagnóstico da Dengue ocorre com base nos sintomas apresentados e exames laboratoriais incluindo sorologia e biologia molecular.
Um dos métodos padrão-ouro para identificação é o PCR.
Com esse exame, é possível identificar a presença do material genético do vírus. Não há tratamento específico para a Dengue e os medicamentos recomendados tratam apenas os sintomas.
A vacina contra a dengue já está disponível desde 2015. Ela protege principalmente os casos mais graves, como a Dengue hemorrágica.
A aplicação é feita em três doses, de forma subcutânea.
A vacina é recomendada para apenas para quem já sofreu exposição ao vírus, tendo manifestado sintomas da doença ou não.
Algumas ações são importantes para a prevenção e combate contra a Dengue.
São ela:
Em suma, virose, dengue e intoxicação alimentar podem ser confundidos, pois os sintomas são muito parecidos.
Por outro lado, para um diagnóstico assertivo a diferença reside no modo de transmissão e na predominância de certos sintomas, como dores intensas ou manifestações gastrointestinais.
Na virose trata-se de transmissão por vírus e os principais sintomas são vômito e diarreia.
A dengue a transmissão é por meio da picada do mosquito Aedes aegypti e os principais sintomas são dores nas articulações, nos olhos, manchas vermelhas pelo corpo, náuseas e vômitos.
Por fim, a intoxicação alimentar a transmissão ocorre por germes presentes em alimentos, devido à falta de limpeza, sendo o principal sintoma a diarreia, vomito e desidratação.
Como os sintomas das três doenças são semelhantes, a orientação é procurar por auxílio médico para haver a investigação dos sintomas e a confirmação por meio de exame de sangue e de fezes nos casos de suspeita de intoxicação alimentar.

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