A testosterona é o principal hormônio sexual masculino, sendo essencial para o desenvolvimento e crescimento das características masculinas.
Os sinais enviados do cérebro para a glândula pituitária, localizada na base do cérebro, controlam a produção de testosterona nos homens.
Ela é produzida nos testículos e ajuda manter as funções sexuais masculinas.
Tanto homens como mulheres produzem testosterona, mas nelas os níveis do hormônio são bem mais baixos.
Ocorre que esse hormônio é usado para aumentar a massa muscular, principalmente para quem deseja a hipertrofia (aumento de tamanho ou volume de um órgão, ou músculo por conta de atividades celulares).
Mas quando o uso desse hormônio deixa de ser benéfico e passar a ser um risco para a saúde?
Isto é o que você verá ao longo deste artigo! .
A testosterona é um dos principais hormônios sexuais masculinos e desempenha várias funções importantes, como de libido e aparecimento de pelos.
Ela é responsável também por:
Os níveis de testosterona atingem geralmente o pico durante a adolescência e o início da idade adulta.
Com o passar dos anos, o nível diminui gradualmente, cerca de 1% ao ano após os 30 ou 40 anos.
Nos casos de níveis muito baixo, pode ocorrer o chamado hipogonadismo, uma doença que prejudica a capacidade de produzir quantidades normais de testosterona devido a um problema nos testículos ou na glândula pituitária, que controla os testículos.
A terapia de reposição de testosterona, na forma de injeções, implantes, adesivos ou géis, pode melhorar os sinais e sintomas do baixo hormônio nesses homens.
Por outro lado, a terapia com testosterona apresenta diversos riscos, incluindo:
Além disso, alguns estudos demonstram que a terapia com testosterona pode aumentar o risco de doenças cardíacas.
Em mulheres, nos ovários e nas glândulas suprarrenais também se produz a testosterona, sendo um dos vários andrógenos (hormônios sexuais masculinos) presentes nas mulheres.
Os efeitos são importantes para:
O equilíbrio adequado entre testosterona e estrogênio é importante para o funcionamento normal dos ovários.
A testosterona e seus derivados têm sido cada vez mais usado com fins estéticos, a fim de induzir o ganho de massa magra, força muscular e perda de massa gordurosa.
Os relatos médicos ressaltam que quando isso ocorre certamente já é uma dose tóxica ao organismo.
O uso desse hormônico para fins estéticos leva a níveis suprafisiológicos e quando por um momento deixa de ser aplicado o paciente enfrentará o quadro de hipogonadismo.
Ademais, pode levar a atrofia testicular com consequente infertilidade masculina.
Por outro lado, é recomendado a terapia de reposição de testosterona a partir de compostos sintéticos para pacientes com sinais de baixa do hormônio.
Os derivados de testosterona serve para o tratamento de problemas de saúde quando diagnosticados, e quando há prescrição médica, sempre levando em consideração fatores como contraindicações, dose, via de administração, intervalo das doses, de modo a minimizar a chance dos efeitos colaterais.
Cumpre ressaltar que os compostos sintéticos com base em testosterona são utilizados a partir de prescrição médica para o aumento de massa muscular em casos específicos.
O uso de testosterona é crescente junto ao público feminino e também com o mesmo objetivo que os homens, aumento da massa muscular.
As mulheres também estão expostas aos riscos cardiovasculares descritos anteriormente, bem como o uso está associado ao ganho de massa gordurosa e de peso.
Também é muito comum a atrofia mamária, alterações menstruais, disfonia persistente e clitoromegalia (aumento do clitóris).
O uso indiscriminado, é responsável por provocar doenças nos rins, hepatite medicamentosa, insuficiência hepática, queda de cabelo, e retenção de líquido no organismo.
Outras reações também ocorrem com o uso indiscriminado da testosterona como transtornos mentais e de comportamento, depressão, dependência e alucinações, além de impactos endócrinos associados a quadros de infertilidade, disfunção erétil e diminuição de libido.
A utilização por adolescentes pode levar a consequências mais graves, como comprometer o crescimento, levar à maturação óssea acelerada, aumento da frequência e duração das ereções, desenvolvimento sexual precoce e aumento de pelos pubianos e do corpo.
O chamado “chip da beleza” é, na prática, um implante hormonal subcutâneo, em geral, contendo gestrinona associada a outros hormônios androgênicos, usado de forma off label com promessa de perda de gordura, ganho de massa magra e “rejuvenescimento” metabólico.
No Brasil, o uso se popularizou rapidamente, impulsionado por influenciadores e pela oferta em consultórios particulares e farmácias de manipulação, mesmo sem registro específico para fins estéticos.
Esse crescimento acendeu um alerta entre sociedades médicas e órgãos reguladores.
Em 2024, a Anvisa emitiu notas técnicas e, depois, suspendeu a manipulação, comercialização, propaganda e uso de implantes hormonais manipulados, justamente os conhecidos “chips da beleza”, após aumento de relatos de eventos adversos graves.
O Conselho Federal de Medicina já havia se posicionado contra o uso estético desses implantes na Resolução CFM n.º 2.333/23, reforçando a falta de evidência de segurança e eficácia para essa finalidade.
Do ponto de vista científico, revisões e estudos sobre a gestrinona mostram um perfil de segurança limitado, com efeitos adversos como acne, seborreia, ganho de peso, alteração importante do perfil lipídico e potenciais riscos cardiovasculares.
Há ainda relatos de casos graves, como edema cerebral em mulher jovem após implante com combinação de hormônios para fins estéticos.
No cenário internacional, médicos utilizam implantes hormonais principalmente para indicações específicas, como a contracepção com etonogestrel, mas rejeitam seu uso estético, que continua controverso e sem consenso científico devido aos riscos e da falta de estudos robustos de longo prazo.
Esses dados ajudam a contextualizar o “chip da beleza” como uma promessa sedutora, porém cercada de incertezas e potenciais danos à saúde.
Para o ganho de massa muscular de forma saudável é preciso de treino de força, como musculação, funcional e crossfit, sendo recomendado realizar cinco vezes por semana.
A alimentação também é uma forte aliada para o ganho de massa muscular, devendo ter um consumo de proteína, que seja de 1,5 a 2 gramas por quilo de peso corporal.
Fracione esse consumo ao longo do dia, porque o corpo absorve apenas uma quantidade limitada de proteína por refeição.
Diante de todo o exposto, o uso da testosterona deve ocorrer de modo supervisionado por um profissional de saúde, pois acarretar diversos riscos à saúde.
Entre os diversos riscos são problemas cardiovasculares, distúrbios hepáticos, problemas endócrinos, efeitos dermatológicos, alterações psicológicas e comportamentais.
A terapia de reposição de testosterona deve ocorrer de forma supervisionada e caso os níveis do hormônio estão realmente baixos, prejudicando a saúde.
Ocorre que a busca pelo corpo perfeito, com o aumento da massa muscular, muitas pessoas usam de forma indiscriminada a testosterona, acarretando problemas graves conforme mencionado acima.
Desse modo, o uso de testosterona precisa de supervisão de um profissional de saúde, que pode monitorar os níveis hormonais e ajustar a dosagem conforme necessário.

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