A vitamina D é extremamente importante para o bom funcionamento do organismo.
Ela é um hormônio que desempenha um papel fundamental na saúde óssea, na imunidade, principalmente nas doenças autoimunes como a artrite reumatoide.
Os estudos demonstram que pessoas portadoras de artrite reumatoide, doença inflamatória crônica autoimune eque ataca as articulações, apresentam deficiência de vitamina D.
Essa deficiência pode agravar os sintomas da doença, de modo que é necessária a suplementação.
As principais causas dessa insuficiência decorre da falta de fontes alimentares, exposição limitada à luz solar e a presença de alguma doença que limite a capacidade do organismo de absorver vitamina D.
Nesse artigo será apresentada a importância da vitamina D para pacientes com artrite reumatoide, sobretudo se a superdosagem pode auxiliar no controle dos sintomas.
A artrite reumatoide é uma doença autoimune, ou seja, ela ataca células saudáveis do corpo causando inflamação (inchaço) nas partes afetadas do corpo.
A artrite ataca principalmente as articulações das mãos, joelhos e pulsos, onde o tecido que reveste a
articulação fica inflamado causando danos ao tecido articular.
Esse dano pode causar dor crônica, falta de equilíbrio e deformidade.
A doença também pode atacar pulmões, coração e olhos.
Os principais sintomas são:
Os sintomas elencados podem aparecer dos dois lados (joelho, pulsos)
A deficiência de vitamina D tem sido fortemente associada a sintomas da artrite reumatoide.
Isso pode ser porque a artrite reumatoide pode afetar a capacidade do corpo de absorver vitamina D dos alimentos, tendo uma piora nos sintomas da doença.
O aumento da ingestão de vitamina D, por meio de suplementos e maior exposição à luz solar, pode ajudar a reduzir a inflamação, fortalecer a cartilagem óssea e minimizar a dor e o risco de incapacidade.
Por outro lado, os baixos níveis de vitamina D aumentam o risco de desenvolver artrite reumatoide, no entanto, a comunidade médica ainda não encontrou evidências dessa relação.
A Universidade de Medicina Albert Einstein da Universidade Yeshiva, na cidade de Nova York, descobriu que pessoas que tomam medicamentos corticosteroides têm o dobro da probabilidade de desenvolver deficiência de vitamina D em comparação com aquelas que não os tomam.
Os medicamentos corticosteroides, como a Prednisona, tem a função de combater a inflamação em pacientes com artrite reumatoide, e podem diminuir a absorção de cálcio e prejudicar o metabolismo da vitamina D.
Outros medicamentos para artrite reumatoide, como a hidroxicloroquina e imunossupressores, também estão associados à má absorção de vitamina D.
Os sintomas de deficiência de vitamina D em pacientes com artrite reumatoide incluem piora da dor, depressão, fragilidade óssea, fadiga e dificuldade de concentração.
Um simples exame de sangue pode verificar os níveis da vitamina D.
A deficiência da vitamina D é caracterizada por um nível inferior a 20 ng/mL, enquanto os níveis tóxicos são quaisquer valores superiores a 150 ng/mL.
Por outro lado, os níveis situam-se entre 30 e 40 ng/mL.
Quando os níveis de vitamina D estão normais, os sintomas e a dor da artrite reumatoide, bem como a saúde em geral, melhoram.
A recomendação é uma ingestão diária 600 unidades internacionais (UI) de vitamina D.
Para as pessoas com deficiência precisam de uma quantidade maior e a ingestão deve ser de 1.000 a 2.000 UI por dia.
Os pacientes diagnosticados com deficiência grave ou que apresentem determinadas condições de saúde podem tomar uma dose de 50.000 UI, por exemplo, duas vezes por semana.
O sol é a melhor fonte de vitamina D, no entanto, a exposição deve ocorrer por 30 minutos por dia.
Se o tempo de exposição for maior deve-se ter a proteção adequada com o uso de protetor solar.
A alimentação também é uma fonte importante, tendo os alimentos como peixes gordos, como salmão e atum, óleo de fígado de peixe, leite e ovos fortificados com vitamina D são boas fontes dessa vitamina.
O objetivo mais importante do tratamento é reduzir a dor e o inchaço nas articulações e, por outro lado, a longo prazo, retardar ou interromper o dano articular.
O excesso de vitamina D pode causar toxicidade, resultando em sérios problemas de saúde.
Os pacientes têm maior probabilidade de desenvolver toxicidade se tomarem mais de 40.000 (UI) por dia durante mais de três meses.
De outro lado, há tratamento para combater os sintomas da artrite reumatoide com uma superdosagem de vitamina D.
O paciente toma doses elevadas da vitamina, entre cerca de 10.000 a 60.000 UI por dia.
Após alguns meses, novos exames de sangue são refeitos para avaliar os níveis de vitamina D.
Com o resultado é possível ajustar a dose, ressaltando que a essa ingestão deve ocorrer de maneira contínua.
Além da suplementação com a vitamina, o paciente também é orientado a beber pelo menos 2,5 a 3 litros de água por dia e eliminar o consumo de leite e derivados.
Essas atitudes são necessárias para evitar uma grande elevação do cálcio no sangue, o que traria efeitos colaterais como mau funcionamento dos rins.
Esse protocolo é importante, pois a vitamina D aumenta a absorção de cálcio no intestino, e por isso a dieta deve ser pobre em cálcio durante o tratamento.
Esse tratamento funciona, pois a vitamina age como um hormônio, regulando o funcionamento de diversas células do organismo.
Com o aumento pretende-se que o sistema imunológico não combata mais as células do próprio corpo, interrompendo a progressão da doença autoimune e promovendo bem-estar.
A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica autoimune que ataca as articulações, bem como pulmões, coração e olhos.
Quem tem a doença, muitas vezes apresenta deficiência de vitamina D e essa deficiência pode agravar os sintomas.
Por essa razão, a suplementação de altas doses de vitamina D é uma opção terapêutica promissora para quem tem artrite reumatoide, porém é necessário um monitoramento garantir sua segurança.
Por fim, a mudança no estilo de vida contribui para a diminuição das dores, com alteração na dieta alimentar e prática de exercício físico.