Em recente estudo, foi verificado que mulheres com histórico de câncer do colo do útero têm maior risco de desenvolver câncer do canal anal.
Segundo especialistas, os tumores surgem em lugares diferentes e na maioria das vezes, eles estão ligados a células epiteliais, que são as mais externas da pele.
A semelhança entre as duas doenças, que ambas têm como principal causa a infecção pelo papilomavírus humano, o HPV.
Os pesquisadores reconhecem que a infecção por HPV poderia explicar a associação entre as duas condições.
O câncer do colo do útero ocorre quando as células começam a se transformar em células pré-cancerosas.
Nem todas as células pré-cancerosas se transformarão em câncer, no entanto, é importante detectá-las.
Existem dois tipos câncer do colo do útero:
1 - Carcinomas de células escamosas
2- Adenocarcinomas
As mulheres com idade entre 35 e 44 anos são que apresentam maior diagnóstico de câncer de colo de útero.
O câncer de colo de útero no inicio não apresenta sintomas e são difíceis de detectar.
Os primeiros sinais podem levar vários anos para se desenvolver.
Os principais sinais da doença:
No caso de estágio avançando do câncer, os sintomas podem incluir:
A principal causa desse câncer é o vírus HPV, uma infecção sexualmente transmissível.
O HPV se espalha através do contato sexual (anal, oral ou vaginal) e pode levar ao câncer.
A maioria das pessoas que contrai o HPV e desenvolvem o câncer, o organismo não conseguiu combater a infecção, razão pela qual as células do colo do útero se transformaram em células cancerígenas.
O câncer de colo de útero é diagnosticado por meio do exame Papanicolau.
Esse exame coleta células do colo do útero no qual são examinadas em busca de sinais de irregularidades.
Caso o exame de Papanicolau resultar em anormalidade, será preciso realizar um teste de HPV, que verifica se as células do colo do útero estão contaminadas pelo pelo vírus.
Também é possível coletar uma amostra de tecido do colo do útero para uma biópsia.
O tratamento oferecido é:
A radioterapia usa feixes de energia para matar células cancerígenas no colo do útero.
Na quimioterapia são injetados medicamentos nas veias ou tomadas por via oral para matar as células cancerígenas.
Os principais procedimentos cirúrgicos para o câncer de colo de útero são:
O câncer do canal anal é um crescimento desordenado de células que se inicia no canal anal.
Geralmente, essa condição se desenvolve após uma infecção prolongada por tipos de papilomavírus humano (HPV) de alto risco na região, o que acaba causando sintomas como sangramento retal, presença de sangue nas fezes e dor local.
Com o passar do tempo, o avanço da doença pode levar ao surgimento de um nódulo ou caroço com sangramento constante.
Apesar da gravidade desses sinais, trata-se de um tipo de câncer relativamente raro, afetando cerca de 0,2% das pessoas ao longo da vida.
O câncer do canal anal pode começar sem sintomas perceptíveis, tais como:
Fatores que podem aumentar o risco de câncer do canal anal incluem:
O diagnóstico do câncer do canal anal pode ocorrer por meio do exame de Papanicolau anal, bem como o HPV anal consiste em analisar células do canal anal para detectar infecção pelo HPV.
O principal tratamento para o câncer do canal anal é uma combinação de radioterapia e quimioterapia.
A cirurgia ocorre nos seguintes casos:
A cirurgia para câncer do canal anal geralmente envolve a remoção apenas da parte do ânus que está afetada.
A maioria dos cânceres de células escamosas parece estar ligada à infecção pelo papilomavírus humano (HPV), ou seja, trata-se do mesmo vírus responsável pelo câncer do colo do útero.
Devido a essa conexão, observa-se que mulheres com histórico de câncer (ou lesões precursoras) no colo do útero apresentam um risco significativamente maior de desenvolver o câncer do canal anal.
Isso ocorre porque o HPV é transmitido entre pessoas por meio do contato direto de pele com pele em áreas infectadas.
Além disso, uma infecção por HPV pode se espalhar de uma região do corpo para outra; como acontece, por exemplo, quando o vírus se origina nos órgãos genitais e, posteriormente, atinge a região anal.
As novas pesquisas médicas sobre a relação entre diferentes patologias têm aumentado significativamente as chances de rastreio precoce, especialmente nos casos de câncer.
Nesse sentido, observou-se que mulheres com histórico de câncer do colo do útero apresentam um risco elevado de desenvolver câncer do canal anal.
Embora esses tumores surjam em localizações distintas, ambos estão ligados às células epiteliais externas. A razão fundamental para essa correlação é que ambas as doenças compartilham a mesma causa principal: a infecção pelo papilomavírus humano (HPV).
Diante desse cenário, o entendimento dessa conexão permite que o rastreio e o tratamento sejam muito mais assertivos.
Portanto, a vacinação contra o HPV consolida-se como a melhor forma de prevenção, enquanto a realização periódica de exames como o Papanicolau permanece essencial para monitorar a saúde.
Acima de tudo, é válido ressaltar que ambas as doenças têm cura, desde que haja um diagnóstico precoce e, principalmente, um acompanhamento clínico preciso.

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