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Regeneração do fígado, até onde ele aguenta?

Kelma Yaly

A regeneração do fígado é o processo de substituição do tecido hepático danificado ou perdido.

O fígado é o único órgão visceral com capacidade de regeneração, podendo se regenerar após hepatectomia parcial ou lesão causada por agentes hepatotóxicos, como certos medicamentos, toxinas ou substâncias químicas.

Apenas 10% da massa hepática original é necessária para que o órgão regenere seu tamanho original.

Ademais, o fígado consegue restaurar qualquer massa perdida e ajustar seu tamanho ao do organismo.

Nesse artigo será apresentado como ocorre essa regeneração e em quais casos.

Função do fígado

O fígado desempenha mais de 500 funções importantes, desde filtrar o sangue e processar nutrientes até combater infecções, pois é o responsável pela produção da bile e proteínas essenciais para o organismo.

Muitas doenças podem danificar o fígado a ponto de comprometer seu funcionamento, algumas, inclusive, podendo ser fatais.

Além disso, ele desempenha as seguintes funções:

  • Produz colesterol que seu corpo utiliza de diferentes maneiras
  • Auxilia na produção de certos hormônios e protege as células
  • Produz proteínas como os fatores de coagulação que controlam o sangramento e a albumina,  bem como regula a pressão do fluido no sangue
  • Ajuda a manter os níveis de glicose no sangue estáveis, armazenando glicogênio (glicose) e liberando-o na corrente sanguínea para manter os níveis de açúcar no sangue equilibrados
  • Quebra toxinas e germes para serem eliminados do seu corpo com segurança pela urina e pelas fezes
  • Funciona decompondo as gorduras no sangue para produzir energia e, se houver em excesso, elas podem ser armazenadas como gordura extra.

Doenças que pode afetar o fígado

As doenças que podem afetar o fígado são:

  • Hepatite alcoólica: O consumo excessivo de álcool pode causar hepatite aguda ou crônica (inflamação do fígado). Se for frequente ou prolongada, pode levar à cirrose e insuficiência hepática.
  • Obstrução do ducto biliar: Condições que bloqueiam o fluxo da bile pelos ductos biliares podem causar seu acúmulo e lesar o fígado.
  • Doenças metabólicas hereditárias: Algumas dessas doenças podem causar o acúmulo de substâncias tóxicas no sangue, sendo a hemocromatose um exemplo.
  • Lesões hepáticas: São crescimentos anormais no fígado, sendo a maioria benigna, incluindo cistos e hemangiomas hepáticos. O crescimento anormal do fígado pode ser câncer.
  • Doença hepática esteatótica (gordurosa): São condições que envolvem o acúmulo de gordura no fígado. Os tipos de doença incluem doença hepática alcoólica, doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica e esteato-hepatite não alcoólica.
  • Hepatite tóxica: A superexposição crônica a toxinas, como produtos químicos industriais ou medicamentos, pode causar hepatite aguda ou crônica.
  • Hepatite viral: As infecções por hepatite viral podem se tornar crônicas e causar doenças hepáticas crônicas, incluindo hepatite B e hepatite C.

Os principais sintomas das doenças hepáticas são:

  • Dor na parte superior do abdômen
  • Náusea
  • Pele e olhos amarelados (icterícia)

Quando a doença hepática está mais avançada e a função do fígado diminui, você pode desenvolver muitos outros sintomas, como:

  • Confusão ou comprometimento cognitivo leve
  • Urina escura e fezes claras
  • Fadiga
  • Hálito com cheiro de mofo
  • Barriga ou pernas inchadas

Exames para o diagnóstico de doenças hepáticas

Para um diagnóstico de doença hepática, solicita os seguintes exames:

  • Exames de sangue: Os testes de função hepática medem substâncias no sangue produzidas pelo fígado, como enzimas hepáticas, proteínas e bilirrubina. Caso o exame indique níveis altos ou baixos podem indicar doença hepática.
  • Biópsia hepática: Para diagnosticar algumas doenças, realiza-se a biopsia.
  • Exames de imagem: Exames de imagem do fígado podem mostrar sinais de inflamação, lesões ou cicatrizes. Exemplos incluem ultrassonografia hepática , tomografia" title="Tomografia computadorizada – Clínica Rossetti">tomografia computadorizada, elastografia e cintilografia hepática.

Esses exames são indicados quando o médico precisa avaliar as condições as lesões ocasionadas pelas doenças causaram no fígado.

Em clínicas como a Rossetti, os exames de ultrassonografia hepática, tomografia computadorizada e elastografia são feitos com protocolos modernos e entrega digital de resultados.

A ultrassonografia hepática é um exame de imagem não invasivo e seguro que usa ondas sonoras para criar imagens detalhadas do fígado e órgãos próximos, como vesícula biliar e vias biliares, avaliando tamanho, forma, textura e fluxo sanguíneo.

A tomografia computadorizada é um exame avançado que usa raios-X e computadores para criar "fatias" detalhadas (imagens seccionadas e 3D) visualizando ossos, órgãos, tecidos moles e vasos sanguíneos com alta precisão.

A elastografia é um exame de imagem não invasivo, similar ao ultrassom, que mede a rigidez do fígado para avaliar doenças crônicas.

Já a cintilografia hepática é exame da medicina nuclear que usa um radiofármaco injetado na veia para avaliar a função, estrutura e fluxo da bile no fígado e baço.

A Clínica Rossetti é o lugar ideal para a realização de seus exames.

Ela conta com radiologistas certificados e especializados, que fornecem aos pacientes informações de
diagnósticos rápidas e precisas, além de outros tipos de exames.

Tratamentos

Inicialmente cumpre informar que há muitos tratamentos para diversas doenças do fígado, incluindo medicamentos e cirurgia.

O tratamento mais comum e importante para doenças hepáticas é a mudanças na dieta e no estilo de vida.

Se a doença hepática atingir um estágio avançado, será necessário um transplante de fígado.

Regeneração do fígado

O fígado é capaz de se regenerar após uma hepatectomia parcial e danos causados ​​por hepatotoxinas ou infecção.

Isso ocorre, pois as células hepáticas são impulsionadas a se multiplicar e crescer.

Após um ferimento físico/químico, o processo de regeneração do fígado acontece em três fases: iniciação, proliferação e terminal.

Todas as células hepáticas se comunicam, o que as mobiliza a sair do repouso e começar o processo de divisão.

Isso ocorre em etapas como:

  • Fase de iniciação: quando o fígado identifica um dano na sua estrutura, os genes, localizados nos núcleos das células, enviam sinais para começar a divisão.
  • Fase de proliferação: começa ativamente a multiplicação das células hepáticas, com replicação do DNA e proteínas, que continua até o fígado recuperar sua massa normal.
  • Fase terminal: o processo divisório termina e as células hepáticas recebem sinais de parada. Assim, voltam para o estado de repouso.

Esse processo de regeneração é o que possibilita o transplante de fígado entre pessoas vivas, pois o doador vai recuperar naturalmente seu estado hepático.

O doador vivo de transplante de fígado se regenera muito rapidamente, de forma bastante acelerada.

Em cerca de 15 dias, aproximadamente 70% ou mais da função hepática já esteja restabelecida.

Recuperação do receptor

Acredita-se que, entre 2 a 3 semanas após o transplante, o receptor já apresente uma reserva funcional de aproximadamente 50%.

A recuperação do receptor é mais lenta e por isso será preciso fazer uso de medicamentos imunossupressores para evitar a rejeição, o que acaba interferindo no metabolismo como um todo.

Há casos da retirada de até 75% do fígado e o restante, a quarta parte do órgão, é capaz de regenerar-se, se estiver em boas condições e volta gradualmente a exercer todas as suas funções.

Ter hábitos saudáveis favorece o bom funcionamento, a saúde do órgão e evita lesões causadas por doenças hepáticas.

Ademais, condições como fígado gorduroso, insuficiência hepática e fibrose é possível ocorrer a reversão.

Considerações finais

Em suma, muitas doenças podem afetar o fígado, tais como: esteatose (gordura no fígado), hepatites (A, B, C, etc.), cirrose, câncer de fígado e doenças autoimunes/hereditárias.

Trata-se de um órgão com capacidade de regeneração, podendo se regenerar após hepatectomia parcial ou lesão causada por medicamentos, toxinas ou substâncias químicas.

Além disso, a regeneração pode ocorrer quando o órgão está sobrecarregado de gordura, é a retirada de alimentos e álcool que causam essa condição.

Por outro lado, nos casos de transplante entre pessoas vivas, o doador tem a regeneração do órgão em cerca de 15 dias e aproximadamente 70% ou mais da função hepática já esteja restabelecida.

Já o receptor a recuperação é mais lenta e o uso de medicamentos imunossupressores são essenciais para evitar a rejeição do órgão.

Diante de todo o exposto, seguir uma dieta saudável, com vegetais e gorduras boas, prática de exercícios físicos são medidas necessárias para a manutenção da saúde do fígado e também como tratamento para doenças como esteatose hepática (gordura).

Publicado em: 26 de dezembro de 2025  ·  Atualizado: 26 de dezembro de 2025
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