A pressão alta é uma condição bastante comum e, geralmente, não apresenta sintomas, o que a torna ainda mais perigosa. O mais preocupante é que, quase metade das pessoas que sofrem de hipertensão não percebem isso, justamente porque ela não manifesta sinais claros.
Além disso, apenas cerca de 42% dos adultos com pressão alta são, de fato, diagnosticados e recebem tratamento adequado. Consequentemente, a hipertensão se mantém como uma das principais causas de morte prematura em todo o mundo.
Diante desse cenário, uma das metas globais de saúde é reduzir a prevalência da hipertensão em 33% até 2030, tomando como base o ano de 2010. Isso porque a pressão alta, se não tratada, pode levar a sérios problemas de saúde, como ataques cardíacos e derrames.
No entanto, a boa notícia é que mudanças no estilo de vida, combinadas com medicamentos apropriados, podem ajudar significativamente na manutenção de uma vida saudável.
A hipertensão arterial é, basicamente, a força que o sangue exerce contra as paredes das artérias. Com o passar do tempo, essa condição pode danificar as artérias, o que, por sua vez, aumenta o risco de complicações graves, como infarto e AVC.
Para identificar a hipertensão, é necessário medir a pressão arterial por meio de dois números:
Pressão sistólica (número superior): mede a pressão nas artérias quando o coração se contrai;
Pressão diastólica (número inferior): mede a pressão quando o coração está em repouso entre as batidas.
Embora a hipertensão seja frequentemente silenciosa, existem alguns sinais que podem indicar a presença da condição. Entre os sintomas mais recorrentes, podemos citar:
Dores de cabeça
Palpitações
Hemorragias nasais
Além disso, em casos de crise hipertensiva, é fundamental procurar atendimento médico de emergência. Nessas situações, os sintomas costumam ser mais intensos e podem incluir:
Falta de ar
Dor de cabeça forte
Dor no peito
Visão embaçada
Palpitações cardíacas
Ansiedade
Tontura
Hemorragia nasal
Vômito
De modo geral, existem dois tipos principais de hipertensão:
Hipertensão primária: está relacionada ao envelhecimento e ao estilo de vida.
Hipertensão secundária: decorre de outras condições médicas ou do uso de medicamentos que, como efeito adverso, elevam a pressão arterial.
As causas da pressão alta estão, muitas vezes, associadas a hábitos de vida não saudáveis, tais como:
Má alimentação
Falta de atividade física
Consumo excessivo de álcool
Por outro lado, há também a hipertensão secundária, cujas causas incluem:
Uso de medicamentos como imunossupressores, anticoncepcionais orais, anti-inflamatórios e descongestionantes nasais
Doença renal
Apneia obstrutiva do sono
Uso de anfetaminas ou cocaína
Doenças que afetam o fluxo de sangue nos rins
Uso frequente de tabaco
Em resumo, a pressão alta costuma se desenvolver gradualmente, como resultado de escolhas inadequadas, como sedentarismo, obesidade e má alimentação.
Além disso, certas condições de saúde, como diabetes e sobrepeso, também são grandes contribuintes.
Você sabia que alguns medicamentos comuns podem elevar a pressão arterial? Entre eles, destacam-se:
Pílulas anticoncepcionais combinadas
Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs)
Descongestionantes nasais
Remédios para tosse
Por isso, é sempre importante conversar com um profissional de saúde antes de iniciar qualquer tratamento.
Algumas pessoas, devido a características genéticas ou condições pré-existentes, têm maior risco de desenvolver hipertensão. Entre os principais fatores de risco, podemos listar:
Histórico familiar de hipertensão
Doença cardiovascular
Diabetes
Doença renal crônica
Síndrome metabólica
Apneia do sono
Sobrepeso ou obesidade
Alimentação rica em sódio
Tabagismo
Alcoolismo
Sendo assim, é essencial monitorar a pressão arterial regularmente e adotar hábitos mais saudáveis, especialmente para aqueles que já possuem algum fator de risco.
O tratamento incluem mudanças no estilo de vida e medicamentos.
Todavia, ainda é possível tratar seguindo as seguintes orientações:
Em alguns casos é recomendado aliar mudança de estilo de vida com medicamentos.
Os medicamentos diuréticos são prescritos tendo em vista que eliminam o excesso de sódio do corpo, reduzindo a quantidade de líquido no sangue.
Também é prescrito remédios bloqueadores dos canais de cálcio, pois impedem que o cálcio entre nas células musculares do coração e nos vasos sanguíneos, permitindo que esses vasos relaxem e o sangue flua melhor.
É possível, sim, adotar algumas ações importantes visando prevenir a pressão alta. Entre essas medidas, destacam-se:
manter uma alimentação saudável;
reduzir o consumo de sódio;
manter o peso corporal adequado;
praticar atividades físicas regularmente;
e, além disso, evitar o consumo de bebidas alcoólicas.
Além dessas atitudes, é fundamental entender que a alimentação desempenha um papel essencial no controle da pressão arterial. Por esse motivo, incluir certos alimentos no dia a dia pode fazer toda a diferença.
Por exemplo, alimentos como banana, frutas cítricas, beterraba, salmão, sementes de abóbora, melancia e aveia contribuem significativamente para a redução da pressão.
Isso se deve ao fato de que são ricos em nutrientes como potássio, magnésio e antioxidantes, que ajudam a relaxar os vasos sanguíneos e melhorar a circulação.
Dessa forma, adotar hábitos saudáveis de forma constante não apenas ajuda na prevenção da hipertensão, mas também promove mais saúde e qualidade de vida.
A principal complicação decorrente da falta de controle da pressão alta, portanto, é o dano causado ao coração. Isso ocorre porque a pressão arterial elevada, por sua vez, reduz o fluxo de sangue e oxigênio para o músculo cardíaco, o que pode resultar em sérias consequências.
Entre essas complicações, destacam-se:
Dor no peito, também conhecida como angina, que surge justamente pela diminuição do fluxo sanguíneo;
Ataque cardíaco, que acontece quando o suprimento de sangue ao coração é bloqueado, fazendo com que as células do músculo cardíaco morram devido à falta de oxigênio;
Insuficiência cardíaca, que se caracteriza quando o coração, devido à sobrecarga, já não consegue bombear sangue e oxigênio suficientes para os demais órgãos vitais do corpo;
Derrame, provocado pelo rompimento ou bloqueio das artérias responsáveis por levar sangue e oxigênio ao cérebro.
Além dessas condições, é importante destacar que a pressão alta também pode afetar outros órgãos. Por exemplo, os rins podem ser comprometidos, levando, em muitos casos, à insuficiência renal.
Assim, controlar a pressão arterial é fundamental não apenas para proteger o coração, mas também para preservar o bom funcionamento de todo o organismo.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), por isso, apoia os países a reduzirem a pressão alta como um problema de saúde pública. Isso se deve ao fato de que, embora seja uma condição comum, menos da metade da população sequer sabe que tem hipertensão.
Além disso, trata-se de uma doença silenciosa que, com o tempo, pode aumentar significativamente o risco de derrame, ataque cardíaco e diversos outros problemas cardiovasculares.
Ademais, o envelhecimento, bem como o uso de certos medicamentos — especialmente anti-inflamatórios não esteroides — também pode contribuir para o surgimento da pressão alta.
No entanto, a boa notícia é que hábitos simples podem fazer a diferença. Por exemplo, reduzir o consumo de sódio na alimentação, incluir pequenas caminhadas na rotina, consumir legumes e verduras regularmente e, ainda, evitar o álcool são atitudes que colaboram para manter a pressão arterial em níveis saudáveis.
Dessa forma, é possível não apenas prevenir complicações, mas também garantir uma melhor qualidade de vida.