Alguns hábitos que muitas vezes são imperceptíveis, podem ser acarretar no desgaste renal.
Tratam-se de hábitos simples, mas que são muito prejudiciais.
O termo desgaste renal não é uma categoria médica específica, mas é comumente usado para descrever a Doença Renal Crônica (DRC), que é a perda progressiva e irreversível da função dos rins.
Os rins estão localizados logo abaixo da caixa torácica, um de cada lado da coluna vertebral.
Esses órgãos são responsáveis diariamente por processar cerca de 200 litros de sangue para filtrar aproximadamente 2 litros de resíduos e excesso de água, que se transformam em urina, no entanto, a função é muito mais complexa e são elas:
a) Remoção de resíduos: Eles filtram a ureia (proveniente do metabolismo de proteínas) e outras toxinas
b) Equilíbrio hídrico: Regulam a quantidade de água e eletrólitos (sódio, potássio, fosfato) no corpo
c) Regulação da pressão arterial: Eles liberam hormônios que ajudam a controlar a pressão arterial
d) Produção de glóbulos vermelhos: Produzem eritropoietina, um hormônio que estimula a medula óssea a produzir glóbulos vermelhos
e)Saúde Óssea: Elas ativam a vitamina D, que é essencial para a absorção de cálcio e para a saúde óssea
Quando os rins estão saudáveis, todo o corpo se beneficia: pressão arterial estável, ossos fortes e um ambiente interno equilibrado.
No entanto, quando estão danificados, os resíduos se acumulam no sangue, levando a uma série de problemas de saúde, incluindo fadiga, náuseas, fraqueza e inchaço.
Os analgésicos de venda livre representam um sério risco de danos a longo prazo.
A principal classe de medicamentos responsáveis por esse problema são os anti-inflamatórios não esteroides como Advil e Ibuprofeno.
As pessoas com artrite, dores articulares ou dores de cabeça crônicas também podem consumir grandes quantidades desses medicamentos por um período prolongado.
Tanto analgésicos de venda livre quanto os com receita podem danificar os rins e reduzir o fluxo sanguíneo para eles.
O uso prolongado de certos analgésicos, especialmente em altas doses, tem um efeito prejudicial sobre os rins. De 1 a 3% dos novos casos de insuficiência renal crônica a cada ano podem ser causados pelo uso excessivo de analgésicos.
O tabagismo representa um forte fator de risco para muitas doenças renais, incluindo o câncer.
Doenças que afetam os rins, como diabetes e hipertensão, também são agravadas pelo tabagismo, o que pode levar à necessidade de diálise mais cedo.
Adicionar sal em excesso às refeições ou consumir alimentos ultraprocessados é uma das causas mais comuns para o desgaste renal.
O sódio causa retenção de líquidos e aumentam o volume de sangue que flui pelas artérias. Com o tempo, isso eleva a pressão arterial.
A pressão alta danifica os rins ao longo do tempo e é uma das principais causas de insuficiência renal.
O valor diário que deve ser consumido de sódio é 2300 mg (2,3g) cerca de uma colher de chá de sal.
A maneira mais fácil de não ultrapassar a cota diária de 2300 mg (2,3g) de sódio recomendada é eliminar todos os alimentos processados.
A dica de outro é não abrir a embalagem (lata, pacote ou caixa) e preferir alimentos que são necessários descascar.
No Brasil o consumo é em média, quase o dobro da quantidade recomendada, totalizando mais de 9g a 12g de sal por dia.
A ingestão de muito açúcar é um dos hábitos mais comuns que danificam os rins. A obesidade e o diabetes afetam diretamente o funcionamento dos rins.
Quando o excesso de açúcar se junta ao diabetes, os rins deixam de filtrar as proteínas do organismo com a mesma eficácia. É por isso que o primeiro sinal de que o diabetes está afetando os rins é a presença de proteína na urina.
A recomendação é a ingestão de 25 gramas de açúcar por dia. Uma lata de refrigerante ou um copo de suco de fruta, por si só, pode ultrapassar esse limite.
Ao reduzir o consumo de açúcares processados, será ingerido menos calorias e até mesmo menos sódio.
Embora a proteína seja essencial, dietas com um teor proteico extremamente alto, especialmente aquelas com baixo teor de carboidratos, podem ser um hábito prejudicial para algumas pessoas.
A ingestão elevada de proteínas aumenta a taxa de filtração glomerular, o que significa que os rins precisam trabalhar mais.
Além disso, o metabolismo das proteínas produz resíduos nitrogenados, como a ureia. Em indivíduos saudáveis, os rins processam esses resíduos de forma eficiente.
No entanto, para pessoas com doença renal preexistente, essa sobrecarga pode acelerar a deterioração da função renal.
Há também o risco de formação de cálculos renais devido a dietas ricas em proteína animal, que aumentam os níveis de ácido úrico.
O álcool é uma toxina que os rins precisam filtrar. Ingerir mais do que uma quantidade moderada pode causar alterações repentinas na função renal e levar a danos a longo prazo.
O consumo excessivo de álcool em um curto período de tempo pode causar lesão renal aguda devido à desidratação grave e aos efeitos tóxicos diretos do álcool.
Também costuma estar associado à hipertensão arterial e doenças hepáticas, que comprometem ainda mais a saúde renal.
Durante o sono, o corpo passa por diferentes fases que ajudam a regular a carga de trabalho dos órgãos.
Algumas pesquisas sugerem que a privação crônica de sono pode interferir na forma como os rins regulam a carga de trabalho ao longo de 24 horas. Isso pode levar à hiperfiltração a longo prazo e ao aumento do esforço, contribuindo para a deterioração da função renal com o tempo.
Embora reter a urina ocasionalmente não seja prejudicial, tornar isso um hábito pode ser prejudicial. Quando a urina permanece na bexiga por muito tempo, as bactérias podem se multiplicar e isso pode levar a uma infecção do trato urinário e se atingir os rins, pode causar uma infecção renal mais grave, potencialmente causando danos permanentes.
Em resumo, os rins são resistentes, mas não indestrutíveis.
Os hábitos nocivos tornam-se fáceis de ignorar, no entanto, para mudar precisa de conscientização. Com pequenas mudanças é possível manter um os rins saudáveis.
Por isso, trocas como bebida açucarada por água, ingestão de mais vegetais frescos às refeições ou realizar uma pequena caminhada para controlar a pressão arterial são suficientes para a mudança.
A prevenção é sempre mais eficaz do que o tratamento.