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Dor forte em cólica que vai para a virilha: pode ser pedra nos rins

Kelma Yaly

Os cálculos renais, ou mais conhecido como pedra nos rins, são massas sólidas ou cristais que se formam a partir de substâncias (como minerais, ácidos e sais).

A depender do tamanho da pedra, não há aparecimento de sintomas e  se forem pequenos podem ser expelidos quando da eliminação da urina. Por outro lado, em tamanhos maiores podem  ficar presos no ureter e limitando a capacidade dos rins de filtrar os resíduos do corpo.

Nesse artigo, serão apresentados as principais causas do aparecimento das pedras nos rins, sintomas e tratamento.

Principais causas

A urina contém minerais, ácidos e substâncias, como cálcio e sódio. Quando há muitas partículas dessas substâncias na urina e pouco líquido, elas podem começar a se aglomerar, formando cristais ou pedras.

As pedras podem ser classificadas de acordo com o tipo de cristais:

As pedras recebem o nome de acordo com o tipo de cristais que as compõem:

  • Oxalato de cálcio e fosfato de cálcio: Essa substância se forma em decorrência de alimentos ricos em oxalato ou pobres em cálcio e com pouca ingestão de líquidos suficientes.
  • Acido úrico: O consumo de proteínas animais (carne bovina, aves, carne suína, ovos e peixe) pode causar a formação de pedras de ácido úrico.
  • Estruvita e cistina: Os cálculos formado por essas substâncias têm origens bastante específicas. Enquanto a estruvita surge devido a infecções bacterianas urinárias, a cistina é consequência de um distúrbio genético hereditário.

Fatores de risco para pedras nos rins

As pessoas mais propensas a terem pedras nos rins são aquelas que:

  • Tomam pouca ingestão de líquidos
  • Consome carne e outros alimentos ricos em proteínas
  • Consome alimentos ricos em sódio ou açúcares
  • Ingere suplementos de vitamina C
  • Tem histórico familiar de cálculos renais
  • Possui bloqueio no trato urinário.
  • Pessoas que foram submetidas a cirurgia no estômago ou intestino, incluindo cirurgia de bypass gástrico
  • Ingere medicamentos como diuréticos, antiácidos à base de cálcio e alguns anticonvulsivantes

Há certas condições clínicas que aumentam a probabilidade no aparecimento de pedra nos rins:

  • Fibrose cística
  • Cistinúria, uma doença genética que causa o acúmulo de cistina
  • Diabetes
  • Gota
  • Pressão alta
  • Níveis elevados de cálcio na urina
  • Doença inflamatória intestinal
  • Cistos renais
  • Obesidade
  • Osteoporose

Sintomas

Em alguns casos o cálculo renal não apresenta sintomas, por outro lado, quando o cálculo é maior sintoma mais comum é dor na região lombar, abdômen ou lateral.

Essa dor pode irradiar até da virilha até a lateral do corpo, podendo ser uma dor aguda e intensa denominada cólica.

Além desses, outros sintomas podem aparecer:

  • Náuseas e vômitos
  • Urina com sangue
  • Dor ao urinar
  • Incapacidade de urinar
  • Micção frequente
  • Febre ou calafrios
  • Urina turva ou com odor desagradável

Os sintomas refletem não somente o aparecimento dos cálculos mas podem indicar a gravidade da condição, que pode ser:

  • Bloqueio que faz com que a urina retorne para o rim, causando inchaço
  • Infecção renal
  • Lesão renal aguda (um tipo de insuficiência renal que pode ser reversível)
  • Infecções frequentes do trato urinário
  • Doença renal crônica

Diagnóstico e tratamento

Com a apresentação dos sintomas, para o diagnóstico assertivo são solicitados os seguintes exames:

  • Exame de urina: Para verificar a presença de sangue, cristais que formam cálculos e sinais de infecção
  • Exames de imagem: A tomografia" title="Tomografia computadorizada – Clínica Rossetti">tomografia computadorizada e ultrassom, são essenciais para verificar o tamanho, a forma, a localização e a quantidade de cálculos
  • Exames de sangue: Esse exame é solicitado para verificar a função renal , detectar infecções e procurar níveis elevados de cálcio ou outras condições que possam levar à formação de cálculos renais.

Para os exames de imagem a Clínica Rossetti se destaca pelas imagens digitais avançadas, bem como pela equipe de radiologistas certificados e especializados. Isso se traduz em maior assertividade clínica e rapidez na entrega de laudos.

O tratamento vai depender do tamanho do cálculo, localização, bem como se está causando uma obstrução será necessária a retirada.

Por outro lado, se o cálculo renal for pequeno, não estiver causando infecção e o corpo puder expeli-lo espontaneamente, o médico prescreverá medicamentos para combater a dor, náuseas e vômito.

Os procedimentos para a retirada de pedra nos rins

Os principais procedimentos para a retirada das pedras nos rins são:

Ureteroscopia: É inserido um endoscópio pela uretra e bexiga até chegar ao ureter, desse modo é possível fragmentar e remover o cálculo. Os fragmentos menores conseguem percorrer o trato urinário e serem eliminados do corpo com mais facilidade.

Nefrolitotomia percutânea: Esse procedimento é realizado quando não for possível tratar um cálculo renal com outros procedimentos. Durante a nefrolitotomia percutânea, é inserido um tubo diretamente no rim através de uma pequena incisão (corte) nas costas. Uma sonda de ultrassom fragmenta e remove os cálculos.

Cirurgia laparoscópica: Durante a cirurgia laparoscópica, o cirurgião faz uma pequena incisão para remover o cálculo. Em alguns casos raros, o médico precisa realizar uma cirurgia aberta (com uma incisão maior) em vez da laparoscopia.

Prevenção para evitar pedra nos rins

A prevenção para evitar pedra nos rins baseia-se em dois pilares fundamentais:

  • aumentar o volume de urina (para evitar que os minerais se concentrem);
  • ajustar a dieta (para reduzir as substâncias que formam os cristais).

A baixa ingestão de líquidos é o fator de risco mais comum. Quando o corpo está desidratado, a urina fica concentrada, facilitando a aglomeração de cristais.

A meta diária é a ingestão de 2,5 a 3 litros de água por dia.

Deve realizar ajuste na alimentação consumindo frutas cítricas como limão, laranja, tangerina e maracujá pois são ricos em citrato.

O citrato é um potente inibidor natural da formação de pedras, pois ele se liga ao cálcio na urina, impedindo que este se junte ao oxalato ou ao fosfato.

A ingestão de cálcio deve ocorrer na quantidade certa e evitar suplementos de cálcio em comprimidos, salvo sob  orientação médica.

Por outro lado, deve-se cortar o excesso de sódio, pois faz com que os rins eliminem mais cálcio na urina, aumentando drasticamente o risco de pedras.

Desse modo, deve evitar embutidos, salgadinhos, temperos prontos e alimentos ultraprocessados.

O consumo exagerado de carne vermelha, aves, suínos e ovos aumenta a produção de ácido úrico e reduz a quantidade de citrato na urina.

É preciso evitar os alimentos ricos em oxalato, como espinafre, beterraba, chocolate, nozes, refrigerantes à base de cola e chá preto.

O consumo elevado de açúcar (especialmente xarope de milho rico em frutose, comum em refrigerantes e sucos industrializados) aumenta a excreção de cálcio na urina.

Deve realizar o controle do peso, visto que a obesidade e o diabetes alteram o pH da urina, tornando-a mais ácida, o que propicia a formação de cálculos (especialmente de ácido úrico).

Considerações finais acerca de pedra nos rins

Em suma, compreende-se que o desenvolvimento de cálculos renais é um processo multifatorial, fortemente influenciado por hábitos alimentares, baixa hidratação e predisposições genéticas ou clínicas.

Portanto, o reconhecimento precoce dos sintomas, como a cólica renal, associado a um diagnóstico preciso por exames de imagem, torna-se fundamental para evitar complicações graves à saúde do paciente.

Por fim, seja por meio da eliminação espontânea ou de intervenções cirúrgicas modernas e minimamente invasivas, a consulta médica regular permanece como o pilar indispensável tanto para o tratamento eficaz quanto para a prevenção de novos episódios.

Publicado em: 22 de maio de 2026  ·  Atualizado: 22 de maio de 2026
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