Primeiramente, é importante saber que doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma condição causada por danos aos pulmões, resultando em inchaço e irritação, limitando o fluxo de ar para os pulmões.
Ou seja, essa limitação ocorre em decorrência de obstruções.
Os problemas respiratórios tendem a piorar gradualmente ao longo do tempo e podem limitar as atividades. A boa notícia é que com o tratamento adequado a doença pode ficar sob controle.
As pessoas portadoras da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) correm maior risco de desenvolver doenças cardíacas, câncer de pulmão e uma variedade de outras condições.
As doenças como enfisema e bronquite crônica contribuem para a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), que com o tempo piora.
A causa principal da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é o tabagismo, porém, a exposição prolongada à fumaça, vapores, poeira ou produtos químicos irritantes pode também contribuir.
Alguns fumantes crônicos desenvolvem a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), no entanto, fumantes de muitos anos (que não sejam crônicos), podem desenvolver função pulmonar reduzida.
Pode-se citar duas causas importantes de obstrução das vias áreas, são elas:
1 - Enfisema
Trata-se de uma doença que causa destruição das paredes e fibras elásticas dos alvéolos.
Os pequenos sacos de ar dos pulmões, chamados alvéolos, são danificados, de modo que não conseguem liberar oxigênio suficiente na corrente sanguínea.
2- Bronquite crônica
A bronquite crônica é uma inflamação do revestimento dos tubos que levam o ar para os pulmões, chamados brônquios.
A inflamação impede o fluxo adequado de ar para dentro e para fora dos pulmões e produz muco em excesso.
Os portadores podem desenvolver uma tosse crônica.
Os maiores fatores de risco para a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) são:
1 - Exposição à fumaça do tabaco: A exposição à fumaça do tabaco por longo prazo, bem como exposição a grandes quantidades de fumo passivo são fatores principais para a doença.
2- Asma: A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, pode ser um fator de risco para o desenvolvimento. Ela pode ser agravada se está combinada com o tabagismo, aumentando o risco para a doença pulmonar obstrutiva
3- Exposição ocupacional a poeira e produtos químicos: A exposição prolongada a fumos químicos, vapores e poeiras no local de trabalho pode irritar e inflamar os pulmões.
4- Exposição poluição: A inalação da queima de combustível pode acarretar aparecimento da doença
5 - Genética: O distúrbio genético incomum, deficiência de alfa-1-antitripsina é a causa de alguns casos.
Algumas complicações são:
1 - Infecções respiratórias: estão propensas a pegar mais resfriados, gripe e pneumonia.
2- Problemas cardíacos: pode aumentar o risco de doença cardíaca, incluindo ataque cardíaco.
3- Câncer de pulmão: podem desenvolver com mais facilidade câncer de pulmão
4 - Pressão alta nas artérias pulmonares: pode ocorrer a hipertensão pulmonar.
5 - Depressão: A depressão pode aparecer, pois a doença pulmonar obstrutiva crônica limita as atividades diárias, levando a apatia.
Os sintomas incluem dificuldade para respirar, tosse diária com expectoração e um som sibilante e agudo nos pulmões, chamado chiado no peito.
Importante lembrar que há momento de muita piora, período chamado de exacerbação.
As exacerbações podem durar de vários dias a semanas e podem ser desencadeadas por fatores como ar frio, poluição do ar, resfriados ou infecções.
Os sintomas podem incluir:
Inicialmente o diagnóstico ocorre se o paciente em algum momento foi exposto de forma prolongada a produtos químicos, poeira ou fumaça no trabalho.
Para um melhor diagnóstico o exame físico e teste de respiração é essencial.
O teste mais comum é chamado de espirometria ou Prova de Função Pulmonar, no qual deve respirar em um tubo grande e flexível conectado a uma máquina chamada espirômetro.
Nesse exame é medida a quantidade de ar dos pulmões podem conter, bem como a rapidez com que é expelido o ar deles.
Também podem ser solicitados outros exames como:
Embora a doença não tenha cura, o tratamento pode impedir que ela piore e ajudar a aliviar os sintomas.
O tratamento consiste:
1- Reabilitação pulmonar
Um programa especializado de exercícios para melhorar a respiração
2- Medicamentos
Iniciar o tratamento com antibióticos precocemente pode impedir que uma crise piore.
Conclui-se que a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma doença pulmonar inflamatória crônica cujo principal fator de risco é o tabagismo, exposição a fumaças, como poluição, cigarros eletrônicos, cachimbos e narguilés.
A exposição constante a fumaça e poeira química também são fatores que contribuem para o desenvolvimento da doença.
Os sintomas comuns são a falta de ar, tosse crônica, expectoração, pigarro, chiado e cansaço.
Trata-se de uma doença crônica que pode piorar com o tempo, mas com tratamento adequado é possível controlar os sintomas.
Durante crises, a pessoa pode desenvolver um quadro clínico grave, que é a insuficiência respiratória aguda.
Os problemas respiratórios pioram ao longo do tempo, principalmente se não houver o tratamento.
Os medicamento broncodilatadores são a base do tratamento, pois eles relaxam os músculos das vias aéreas para facilitar a passagem do ar, podendo ser de curta ou longa duração.
A oxigenoterapia é o tratamento para pacientes em estágios avançados com baixos níveis de oxigênio no sangue
A vacinação é fundamental principalmente contra a gripe (influenza) e a pneumonia para prevenir infecções que podem causar os casos graves da doença.
Por fim, a medida mais importante e não farmacológica é a cessação do tabagismo, pois parar de fumar é a única medida que comprovadamente retarda a progressão da doença.
Por isso, a mudança de estilo de vida é a melhor forma de se prevenir.