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Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), entenda

Kelma Yaly

Primeiramente, é importante saber que doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma condição causada por danos aos pulmões, resultando em inchaço e irritação, limitando o fluxo de ar para os pulmões.

Ou seja, essa limitação ocorre em decorrência de obstruções.

Os problemas respiratórios tendem a piorar gradualmente ao longo do tempo e podem limitar as atividades. A boa notícia é que com o tratamento adequado a doença pode ficar sob controle.

As pessoas portadoras da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) correm maior risco de desenvolver doenças cardíacas, câncer de pulmão e uma variedade de outras condições.

As doenças como enfisema e bronquite crônica contribuem para a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), que com o tempo piora.

Entenda as causas da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)

A causa principal da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é o tabagismo, porém, a exposição prolongada à fumaça, vapores, poeira ou produtos químicos irritantes pode também contribuir.

Alguns fumantes crônicos desenvolvem a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), no entanto, fumantes de muitos anos (que não sejam crônicos), podem desenvolver função pulmonar reduzida.

Pode-se citar duas causas importantes de obstrução das vias áreas, são elas:

1 - Enfisema

Trata-se de uma doença que causa destruição das paredes e fibras elásticas dos alvéolos.

Os pequenos sacos de ar dos pulmões, chamados alvéolos, são danificados, de modo que não conseguem liberar oxigênio suficiente na corrente sanguínea.

2- Bronquite crônica

A bronquite crônica é uma inflamação do revestimento dos tubos que levam o ar para os pulmões, chamados brônquios.

A inflamação impede o fluxo adequado de ar para dentro e para fora dos pulmões e produz muco em excesso.

Os portadores podem desenvolver uma tosse crônica.

Fatores de risco

Os maiores fatores de risco para a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) são:

1 - Exposição à fumaça do tabaco: A exposição à fumaça do tabaco por longo prazo, bem como exposição a grandes quantidades de fumo passivo são fatores principais para a doença.

2- Asma: A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, pode ser um fator de risco para o desenvolvimento. Ela pode ser agravada se está combinada com o tabagismo, aumentando o risco para a doença pulmonar obstrutiva

3- Exposição ocupacional a poeira e produtos químicos: A exposição prolongada a fumos químicos, vapores e poeiras no local de trabalho pode irritar e inflamar os pulmões.

4- Exposição poluição: A inalação da queima de combustível pode acarretar aparecimento da doença

5 - Genética: O distúrbio genético incomum, deficiência de alfa-1-antitripsina é a causa de alguns casos.

Algumas complicações são:

1 - Infecções respiratórias: estão propensas a pegar mais resfriados, gripe e pneumonia.

2- Problemas cardíacos: pode aumentar o risco de doença cardíaca, incluindo ataque cardíaco.

3- Câncer de pulmão: podem desenvolver com mais facilidade câncer de pulmão

4 - Pressão alta nas artérias pulmonares: pode ocorrer a hipertensão pulmonar.

5 - Depressão: A depressão pode aparecer, pois a doença pulmonar obstrutiva crônica limita as atividades diárias, levando a apatia.

Sintomas

Os sintomas incluem dificuldade para respirar, tosse diária com expectoração e um som sibilante e agudo nos pulmões, chamado chiado no peito.

Importante lembrar que há momento de muita piora, período chamado de exacerbação.

As exacerbações podem durar de vários dias a semanas e podem ser desencadeadas por fatores como ar frio, poluição do ar, resfriados ou infecções.

Os sintomas podem incluir:

  • Tosse persistente que pode produzir bastante muco. O muco pode ser transparente, branco, amarelo ou esverdeado.
  • Aperto ou sensação de peso no peito
  • Falta de energia ou sensação de muito cansaço
  • Infecções pulmonares frequentes
  • Perda de peso sem intenção. Isso pode acontecer à medida que a condição piora
  • Inchaço nos tornozelos, pés ou pernas
  • Febre

Diagnóstico

Inicialmente o diagnóstico ocorre se o paciente em algum momento foi exposto de forma prolongada a produtos químicos, poeira ou fumaça no trabalho.

Para um melhor diagnóstico o exame físico e teste de respiração é essencial.

O teste mais comum é chamado de espirometria ou Prova de Função Pulmonar, no qual deve respirar em um tubo grande e flexível conectado a uma máquina chamada espirômetro.

Nesse exame é medida a quantidade de ar dos pulmões podem conter, bem como a rapidez com que é expelido o ar deles.

Também podem ser solicitados outros exames como:

  • Radiografias de tórax
  • tomografia" title="Tomografia computadorizada – Clínica Rossetti">Tomografia computadorizada
  • Exames laboratoriais

Tratamento

Embora a doença não tenha cura, o tratamento pode impedir que ela piore e ajudar a aliviar os sintomas.

O tratamento consiste:

1- Reabilitação pulmonar

Um programa especializado de exercícios para melhorar a respiração

2- Medicamentos

  • Inaladores: São dispositivos que administram medicamentos diretamente nos pulmões, tendo de diversos tipos dependente dos sintomas e gravidade. Algumas pessoas que têm crises frequentes podem receber um inalador preventivo contendo uma baixa dose de esteroide.
  • Antibióticos e prednisona: A medicação serve para o muco (escarro ou catarro) principalmente quando muda de cor ou se está produzindo mais do que o normal, bem como ajudar na falta de ar

Iniciar o tratamento com antibióticos precocemente pode impedir que uma crise piore.

Considerações finais sobre doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)

Conclui-se que a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma doença pulmonar inflamatória crônica cujo principal fator de risco é o tabagismo, exposição a fumaças, como poluição, cigarros eletrônicos, cachimbos e narguilés.

A exposição constante a fumaça e poeira química também são fatores que contribuem para o desenvolvimento da doença.

Os sintomas comuns são a falta de ar, tosse crônica, expectoração, pigarro, chiado e cansaço.

Trata-se de uma doença crônica que pode piorar com o tempo, mas com tratamento adequado é possível controlar os sintomas.

Durante crises, a pessoa pode desenvolver um quadro clínico grave, que é a insuficiência respiratória aguda.

Os problemas respiratórios pioram ao longo do tempo, principalmente se não houver o tratamento.

Os medicamento broncodilatadores são a base do tratamento, pois eles relaxam os músculos das vias aéreas para facilitar a passagem do ar, podendo ser de curta ou longa duração.

A oxigenoterapia é o tratamento para pacientes em estágios avançados com baixos níveis de oxigênio no sangue

A vacinação é fundamental principalmente contra a gripe (influenza) e a pneumonia para prevenir infecções que podem causar os casos graves da doença.

Por fim, a medida mais importante e não farmacológica é a cessação do tabagismo, pois parar de fumar é a única medida que comprovadamente retarda a progressão da doença.

Por isso, a mudança de estilo de vida é a melhor forma de se prevenir.

Publicado em: 5 de dezembro de 2025  ·  Atualizado: 5 de dezembro de 2025
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