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Claustrofobia e ressonância: A IA pode ajudar!

Kelma Yaly

Para algumas pessoas, ou para a grande maioria, realizar o exame de Ressonância magnética – Clínica Rossetti">ressonância magnética pode se tornar um
pesadelo, principalmente para as pessoas que sofrem de claustrofobia.

A claustrofobia é o medo ou desconforto de espaços fechados, causando sintomas como falta de ar, boca seca,
ansiedade ou crise de pânico.

No exame, o paciente deita-se em uma mesa que desliza para em um tubo, onde está o magneto, que gera um
campo magnético forte.

Por ser um tubo fechado há um grande desconforto, o que potencializa os sintomas da claustrofobia nas pessoas
que já são portadoras.

Para evitar isso e sobretudo ter um exame mais rápido, a inteligência artificial trouxe inovação na realização desse exame, de modo a abreviar o tempo dentro da máquina e sobretudo em ter resultados mais rápidos.

A evolução da tecnologia de ressonância magnética

Inicialmente a tecnologia de ressonância magnética tem apresentado avanços contínuos desde o seu início.

A ressonância magnética utiliza campos magnéticos potentes e ondas de rádio para produzir imagens detalhadas das estruturas internas do corpo.

No entanto, a interpretação dessas imagens pode ser demorada.

Nos casos de câncer de mama, o uso de IA mostrou resultados promissores.

Alguns cânceres são muito sutis e difíceis de localizar, pois depende muito do tecido mamário da paciente,
do tipo de câncer, bem como se o tecido está evoluindo e desenvolvendo.

E o mais revolucionário é que a IA pode orientar o radiologista a descobrir algo que ele talvez não tivesse
visto de outra forma.

Isso favorece a detecção precoce da doença, especialmente para subtipos moleculares agressivos de câncer de mama.

A detecção precoce também pode ajudar a diminuir a taxa de cânceres de intervalo, ou aqueles que se desenvolvem entre as mamografias.

Inteligência artificial e maior nitidez nas imagens

Os algoritmos de Inteligência Artificial são capazes de reduzir artefatos de movimento nas imagens de ressonância magnética.
Com isso diminui o número de sequências na realização do exame e abreviando o tempo que o paciente permanece dentro máquina.

A IA otimiza a aquisição de imagens, melhorando a qualidade e a velocidade dos exames de ressonância magnética.

Para isso, são utilizadas técnicas como sensoriamento comprimido e reconstrução baseada em aprendizado profundo permitem uma aquisição de imagens mais rápida sem comprometer a qualidade.

Desse modo, o exame é realizado em menos tempo e com maior conforto para o paciente.

Menor tempo de exame favorecendo paciente com claustrofobia

Por meio do uso da inteligência artificial, os exames de ressonância magnética são realizados de forma rápida, reduzindo 70% o tempo que o paciente deveria permanecer em repouso dentro da máquina para a realização do exame.

Com o exame mais rápido, há redução do desconforto, ansiedade e da claustrofobia associado à realização do exame.

Uso de sedativo em quantidade menor

Por meio da inteligência artificial, o uso de sedativo é em quantidade menor, tendo em vista a maior rapidez na realização do exame.

Qualidade no diagnóstico

Com a inteligência artificial, a qualidade das imagens é muito melhor, o que torna as lesões mais visíveis, permitindo
desse modo um diagnóstico mais assertivo e a detecção precoce de patologias.

Um dos impactos mais significativos da IA em ressonância magnética está na análise de imagens.

Os algoritmos de IA podem detectar automaticamente anormalidades, quantificar alterações em tecidos e rastrear a progressão de doenças.

Isso acelera o processo de diagnóstico e reduz o erro humano.

Medicina Personalizada

A ressonância magnética aprimorada por IA fornece subsídios personalizados sobre a saúde do paciente, permitindo planos de tratamento personalizados.

Dessa forma, a inteligência artificial consegue prever respostas e resultados do tratamento, orientando os médicos na tomada de decisões informadas.

Ressonância magnética aprimorada por inteligência artificial aplicada em outras áreas

A inteligência artificial aplicada nos exames de ressonância magnética favorece não somente a rapidez na captura
das imagens, mas também na assertividade dos diagnósticos.

Na oncologia, os algoritmos de IA podem detectar e caracterizar tumores com maior precisão.

É possível diferenciar entre lesões benignas e malignas, monitorar a resposta do tumor ao tratamento e prever os resultados dos pacientes.

Por outro lado, na neurologia, a ressonância magnética aprimorada por IA auxilia no diagnóstico e tratamento de distúrbios neurológicos.

Assim ela pode detectar sinais precoces de doenças como Alzheimer e Parkinson, acompanhar a progressão da doença e avaliar a eficácia do tratamento.

Ela também é usada para mapear a atividade cerebral.

Já para a cardiologia a ressonância magnética aprimorada por IA é usada para avaliar a função cardíaca, detectar doenças cardíacas e orientar decisões de tratamento.

A IA analisa imagens de ressonância magnética cardíaca para medir o tamanho e a função do coração, detectar anormalidades no fluxo sanguíneo e identificar áreas de dano após um ataque cardíaco.

Geralmente, um cardiologista leva cerca de 13 minutos para interpretar as imagens de uma ressonância magnética cardiovascular.

Com a IA e algoritmos essa análise pode ser realizada em aproximadamente quatro segundos e certamente com diagnósticos assertivos.

Ademais, em doenças inflamatórias crônicas, imagens mais rápidas podem ajudar a reduzir o intervalo entre as imagens, permitindo uma melhor verificação dos resultados terapêuticos.

Além disso, a redução do tempo de exame pode auxiliar a ressonância magnética a desempenhar um papel importante em condições agudas, como trauma ou acidente vascular cerebral isquêmico agudo.

Considerações finais acerca da inteligência artificial e paciente com claustrofobia

Em suma, a integração da ressonância magnética e da inteligência artificial está transformando a realidade médica.

Assim com a inteligência artificial, a ressonância magnética ficou mais rápida e confortável, trazendo mais comodidade para pacientes com ansiedade ou claustrofobia.

Isso se deve aos aceleradores nos equipamentos permitem que os exames sejam realizados em tempo muito menor, chegando até 5 a 8 minutos em estudos de coluna e articulações, por exemplo.

Afinal, a ressonância magnética aprimorada por IA oferece inúmeros benefícios, incluindo maior precisão diagnóstica, maior eficiência e atendimento personalizado ao paciente, bem como abrevia o tempo que o paciente teria que ficar no equipamento para a realização do exame, favorecendo os pacientes portadores de claustrofobia.

A IA atua como uma ferramenta de apoio ao radiologista, fornecendo análises iniciais e auxiliando na elaboração de laudos, tornando o processo mais eficiente.

Portanto, à medida que a tecnologia evolui, o potencial da IA na ressonância magnética aumenta, permitindo assim melhorar cada vez mais o diagnóstico e o tratamento a ser aplicado.

Desse modo, com a IA, a ressonância magnética está se transformando em uma ferramenta mais rápida, precisa e acessível.

Publicado em: 18 de julho de 2025  ·  Atualizado: 18 de julho de 2025
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