Primeiramente, é importante entender que o Acidente Vascular Cerebral (AVC) ocorre quando um coágulo sanguíneo (ou um vaso sanguíneo) rompido impede que o sangue chegue ao cérebro.
Infelizmente, os acidentes vasculares cerebrais são a segunda principal causa de morte no mundo.
Trata-se de um problema sério e pode causar consequências graves e, por isso, precisa ser tratado rapidamente.
Ou seja, se não tratada, essa condição pode resultar em danos às células cerebrais e em deficiências permanentes.
Por esse motivo, a classificação do Acidente Vascular Cerebral (AVC) é primordial para atribuir o tratamento mais
assertivo.
Desse modo, o AVC pode ser classificado em dois tipos principais: o AVC hemorrágico e o AVC isquêmico.
O AVC do tipo hemorrágico ocorre em razão do rompimento de um vaso sanguíneo, causando hemorragia intracerebral.
Ou seja, essa hemorragia pode levar a danos às células cerebrais e sintomas graves.
O AVC hemorrágico é raro, no entanto, o potencial de fatalidade é superior ao potencial do AVC isquêmico.
As principais causas são:
Os sintomas são sempre súbitos e podem ocorrer:
Paralelamente, temos também o AVC do tipo isquêmico, que ocorre quando um coágulo obstrui um vaso sanguíneo responsável por levar sangue ao cérebro.
Essa interrupção do fluxo sanguíneo resulta em danos às células cerebrais.
O AVC isquêmico se divide em quatro subgrupos, que possuem as seguintes causas:
Os coágulos nesse tipo de AVC podem ocorrer:
Os principais fatores de risco são:
Por meio de alguns sinais é possível diagnosticar que a pessoa está sofrendo um AVC.
Pode-se considerar:
A partir desses sinais e quando iniciaram é possível escolher o melhor tratamento, por isso o tempo é crucial para determinar o tipo de tratamento mais adequado.
A partir dos sinais é possível obter o diagnóstico com o apoio dos seguintes exames:
Ademais, o tratamento vai de depender o quanto foi danificado o cérebro, a área afetada e o tipo de AVC.
Para os casos de AVC isquêmico, o coágulo sanguíneo que o causou será dissolvido ou removido.
Será necessário o uso de medicamentos trombolíticos ou cirurgia (geralmente uma trombectomia mecânica).
Além do mais, também é prescrito medicamentos para o controle da pressão arterial.
Para esse tipo de Acidente Vascular Cerebral pode ser prescrito anticoagulantes (como varfarina) ou antiagregantes plaquetários (como aspirina) para prevenir novos coágulos, medicamentos que devem ser utilizados a longo prazo.
Já nos casos de AVC hemorrágico haverá o controle do sangramento que o causou.
Será preciso também utilizar medicamentos para estancar o sangramento no cérebro e controlar a pressão arterial.
Os medicamentos anticoagulantes, que podem ter causado o sangramento, são interrompidos e utilizados outros para reverter os efeitos.
Outra parte do tratamento é cirúrgico e consiste na redução do aumento da pressão intracraniana ao redor do cérebro.
Para esse procedimento, é inserido um cateter para avaliar a pressão dentro do crânio, que aumenta por conta do inchaço do cérebro após o sangramento.
Ademais, importante ressaltar que a cirurgia não ocorre logo no início dos sintomas, pois em alguns pacientes pode apresentar um novo sangramento poucas horas depois do primeiro.
A reabilitação pós-AVC faz parte do tratamento é suma importância.
A reabilitação é necessária para adaptar às mudanças no cérebro e no corpo após um AVC.
Pode ser necessário recuperar habilidades ou adaptar a novas, ou diferentes deficiências.
A reabilitação consiste:
A redução dos riscos em ter um Acidente Vascular Cerebral decorre principalmente em manter um estilo de vida saudável.
Por isso a recomendação é:
Desse modo, muitas das condições e problemas de saúde que podem causar um Acidente Vascular Cerebral se desenvolvem e se acumulam ao longo do tempo, podendo não apresentar sintomas.
Em suma, um Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma emergência médica.
Ter um diagnóstico e tratamento o mais rápido possível é a melhor maneira de aumentar as chances de sobrevivência e recuperação.
A classificação do tipo determina o tratamento mais assertivo, ou seja, determinará o tipo de medicamento a ser usado.
Os dois principais tipos, AVC isquêmico e hemorrágico, exigem abordagens de tratamento opostas, e o uso de terapias erradas pode ser fatal.
A recuperação não é fácil, por isso a reabilitação e o uso contínuo dos medicamentos, no caso de AVC isquêmico, é primordial para o sucesso no tratamento, sobretudo para ter uma melhor qualidade de vida.