O câncer de bexiga é um tipo comum de câncer que geralmente começa nas células (células uroteliais) que revestem o interior da bexiga.
As células uroteliais também são encontradas nos rins e nos tubos (ureteres) que conectam os rins à bexiga.
O câncer urotelial também pode ocorrer nos rins e ureteres, mas é muito mais comum na bexiga.
A maioria dos cânceres de bexiga são diagnosticados no estágio inicial, no entanto, mesmo tratado na fase inicial ele pode voltar.
Deste modo, as pessoas com esse tipo de câncer precisam realizar um acompanhamento, pois corre o risco da doença reaparecer.
O câncer de bexiga começa com o desenvolvimento de alterações (mutações) em seu DNA.
A maioria das mutações genéticas ocorre durante a vida de uma pessoa e não são herdadas.
Algumas dessas mutações genéticas resultam da exposição a produtos químicos ou radiações.
Pode-se citar o uso de produtos químicos no fumo do tabaco absorvidas no sangue, filtrados pelos rins e eliminados pela urina, podendo afetar as células da bexiga.
No entanto, pode acontecer de não ter uma causa externa especifica, ou seja, poderá ocorrer alterações nas células por conta de mutações genéticas.
Importante ressaltar que esse câncer não é hereditário e as mutações hereditárias não são uma das principais causas.
Para determinar o tipo de câncer é importante saber a espécie da célula cancerígena encontrada.
Ademais, com base nessa informação, o médico determina o tratamento mais eficaz.
Os tipos de câncer de bexiga incluem:
O carcinoma urotelial aparece nas células que revestem o interior da bexiga.
As células uroteliais se expandem quando a bexiga está cheia e se contraem quando a bexiga está vazia.
Essas mesmas células revestem o interior dos ureteres e da uretra, podendo o câncer se formar nesse local.
O carcinoma de células escamosas está associado a infecção ou do uso prolongado de um cateter urinário.
O adenocarcinoma começa nas células que compõem as glândulas secretoras de muco na bexiga, como resultado de irritação e inflamação crônica.
Fumar aumenta o risco, pois as substâncias químicas encontradas no tabaco se acumulam na urina.
As substâncias químicas expiradas são excretadas na urina.
Desse modo, pode acarretar danos ao revestimento da bexiga, o que pode aumentar o risco de câncer.
Em que pese esse câncer ocorrer em qualquer idade, a maioria das pessoas diagnosticadas com câncer de bexiga tem mais de 55 anos.
Os homens possuem mais propensão a ter câncer de bexiga do que mulheres.
Os produtos químicos como arsênico e os usados na fabricação de corantes, borracha, couro, têxteis e produtos de pintura, quando expostos, podem causar o câncer na bexiga.
Os rins possuem a função de filtrar as substâncias nocivas da corrente sanguínea e movê-las para a bexiga, podendo causar o câncer.
As pessoas que receberam tratamentos de radiação direcionados à pelve para um câncer anterior têm um risco maior de desenvolver câncer de bexiga.
As pessoas com infecções ou inflamações urinárias crônicas, ou repetidas (cistite), decorrente também do uso prolongado de um cateter urinário, podem aumentar o risco de câncer de bexiga de células escamosas.
Em alguns lugares, o carcinoma de células escamosas está ligado à inflamação crônica da bexiga causada pelo parasita esquistossomose.
Caso o câncer de bexiga tenha ocorrido em parentes próximos, como pai, irmão, há um risco aumentado no aparecimento da doença, embora seja raro ocorrer.
Os principais sintomas do câncer de bexiga podem incluir:
Os sinais e sintomas de câncer de bexiga são comuns a outras doenças como câncer de próstata, infecção urinária, pedras nos rins.
Com o aparecimento de sangue na urina pode decorrer de outros tipos de doença, é importante a realização exames de imagem, como o ultrassom, a tomografia" title="Tomografia computadorizada – Clínica Rossetti">tomografia computadorizada e a ressonância magnética para estabelecer chegar ao diagnóstico.
O exame de cistoscopia permite enxergar a bexiga urinária por dentro com uma câmera introduzida pela uretra.
Ele é mais eficaz para o diagnóstico, pois possibilita a realização de biópsia do tumor e até capaz de retirar as lesões completamente.
O tratamento da doença decorre do gravidade do câncer.
O principal recurso é a realização da cirurgia, podendo ser de três tipos:
Após a cirurgia, a recomendação é o paciente se submeter a sessões de quimioterapia para combater células cancerígenas que acaso tenham se soltado e possam dar origem a metástases.
Embora não haja uma maneira garantida de prevenir o câncer de bexiga, a recomendação é não fumar, tomar cuidado a exposição de produtos químicos, bem como ter dieta rica em uma variedade de frutas e vegetais coloridos.
Esses alimentos possuem antioxidantes que podem ajudar a reduzir o risco de câncer.
Ademais, vale lembrar que os fumantes passivos também estão sujeitos a desenvolver tumores de bexiga.
A ingestão de água ajuda a eliminar substâncias nocivas que podem agredir as paredes da bexiga urinária.
Diante do exposto, o câncer de bexiga é a câncer mais comum que existe.
A principal causa dessa doença é o tabagismo, pois as substâncias tóxicas é eliminada pelos rins com a urina, agrede as paredes que revestem o interior da bexiga.
Os sinais e sintomas de câncer de bexiga são comuns a outras doenças como pedra no rim.
Por isso, no aparecimento de infecções urinárias constantes, bem como sangue na urina, deve-se procurar por um urologista para investigar se trata de câncer de bexiga.
Em suma, evitar o tabagismo, exposição de produtos químicos já é uma forma de prevenir da doença.
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