Você sabia que o AVC não tem limite de idade?
Isso mesmo e pode ocorrer com adolescentes, crianças e até bebês.
E as faixas etárias principais são o período perinatal e a infância.
As principais causas do acidente vascular cerebral (AVC) em crianças, sintomas e tratamento serão vistos nesse artigo.
O acidente vascular cerebral (AVC) pediátrico é uma condição rara que afeta um em cada 4.000 recém-nascidos
e mais 2.000 crianças maiores a cada ano.
Trata-se de uma lesão cerebral causada pela interrupção do fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro, podendo ser causado por um vaso sanguíneo bloqueado (AVC isquêmico) ou por sangramento no cérebro (AVC hemorrágico).
Importante considerar que o cérebro precisa de um suprimento constante de oxigênio, que é transportado pelo sangue. e quando o fluxo sanguíneo é interrompido, as células cerebrais começam a morrer.
O AVC pediátrico também pode causar deficiência neurológica, com risco de comprometimento cognitivo e motor permanente.
Estudos recentes revelam dados importantes sobre o AVC pediátrico.
Pesquisadores identificaram que a incidência global de AVC isquêmico em crianças varia entre 0,9 e 7,9 casos por 100 mil pessoas ao ano, com uma média de aproximadamente 2,09 casos.
Além disso, os recém-nascidos apresentam o maior risco entre todas as faixas etárias, já que estudos apontam taxas que chegam a 18,5 casos por 100 mil nesse grupo específico.
Outras pesquisas, por sua vez, ampliam esse panorama. O registro canadense de AVC em crianças, por exemplo, encontrou uma incidência de 1,72 casos por 100 mil crianças ao ano, chegando a 10,2 casos por 100 mil nascidos vivos entre neonatos.
Ainda assim, a American Heart Association destaca que as taxas anuais, somando neonatos e crianças maiores, variam entre 3 e 25 casos por 100 mil em países desenvolvidos.
Diante desses números, portanto, fica evidente que o AVC não poupa nenhuma faixa etária. Consequentemente, pais e profissionais de saúde devem reconhecer os sinais precocemente, pois o diagnóstico rápido continua sendo o fator que mais influencia o prognóstico infantil.
As causas do AVC em crianças incluem:
Por outro lado, os fatores de risco são:
Em crianças e bebês, um AVC (acidente vascular cerebral) ocorre de forma súbita, por isso os pais precisam ficar atentos aos sintomas.
Em recém-nascidos, você pode observar:
Já em crianças maiores os sintomas são semelhantes aos de adulto:
O diagnóstico inicia com a avaliação dos sintomas e do histórico de saúde da criança ou do bebê por um pediatra ou neurologista.
Essa avaliação abarcará perguntas como lesões, infecções, problemas de crescimento e desenvolvimento e histórico familiar de problemas de sangramento.
O profissional também procurará sinais de fraqueza, dormência ou outros sinais de AVC.
Os exames que podem ser realizados para um diagnóstico assertivo:
A Clínica Rossetti destaca-se no setor de diagnóstico por imagem pela combinação de tecnologia de ponta, foco no conforto do paciente e precisão laudatória.
Com uma equipe especializada, utilizando de protocolos rigorosos de controle de qualidade, emite laudos claros, ágeis e com assertividade.
Para chegar ao diagnóstico, a equipe médica pode consultar outros especialistas, como hematologistas e médicos de reabilitação especializados na recuperação funcional após um AVC.
O tratamento e os resultados a longo prazo para crianças e bebês variam de acordo com o tipo de AVC.
Por exemplo, nos estágios iniciais de um AVC em crianças, o tratamento concentra-se em promover o fluxo sanguíneo para o cérebro.
O tratamento pode ser uma combinação, entre eles:
A recuperação de um AVC em crianças e bebês costume ser um processo contínuo e de longo prazo, mas a vantagem em comparação a um adulto que sofreu um AVC é que o cérebro infantil possui uma neuroplasticidade (capacidade do cérebro de se reorganizar e criar novas conexões) grande.
A reabilitação envolve uma equipe multidisciplinar e é ajustada conforme a idade e as necessidades específicas de cada criança:
Fisioterapia neurofuncional: Focada em recuperar a mobilidade, o equilíbrio, a força muscular e a coordenação motora fina e grossa.
Terapia Ocupacional: Ajuda a criança a adaptar movimentos para o dia a dia (como comer, se vestir, brincar e segurar objetos). Em bebês e crianças pequenas, utiliza-se a brincadeira terapêutica.
Fonoaudiologia: Essencial para tratar dificuldades na fala, na linguagem e no processo de deglutição (morder, mastigar e engolir com segurança).
Acompanhamento neuropsicológico e Escolar: Avalia atenção, memória, raciocínio e comportamento.
Essa reabilitação sempre precisa ser reavaliada conforme o avanço da idade.
Embora o AVC em crianças seja uma condição rara e assustadora para as famílias, a identificação precoce dos sinais e a agilidade no diagnóstico fazem toda a diferença nos resultados a longo prazo.
Pela incrível plasticidade do cérebro infantil e a um acompanhamento multidisciplinar contínuo, as crianças possuem um alto potencial de recuperação.
O conhecimento por parte de pais, educadores e profissionais de saúde é a ferramenta mais poderosa para garantir uma intervenção rápida, minimizar sequelas e proporcionar qualidade de vida no desenvolvimento de bebês e crianças.
Sim. O acidente vascular cerebral não está restrito a adultos e pode ocorrer no período perinatal e também na infância. As faixas etárias mais afetadas são justamente os recém-nascidos e as crianças pequenas, o que surpreende muitos pais.
Em bebês, os sinais incluem convulsões, sonolência excessiva e preferência por usar apenas um lado do corpo.
Já em crianças maiores, os sintomas se assemelham aos do adulto, como fraqueza súbita em um lado do rosto ou do corpo, dificuldade para falar, perda de equilíbrio e dor de cabeça intensa. Diante desses sinais, a orientação é buscar atendimento médico imediato.
Entre as causas estão defeitos cardíacos congênitos, alterações nos vasos sanguíneos que irrigam o cérebro, distúrbios de coagulação e condições como a anemia falciforme.
Fatores como pressão alta, diabetes e algumas síndromes genéticas também podem estar relacionados, sempre dependendo de avaliação médica individual.
A investigação começa com a avaliação clínica do pediatra ou neurologista, que analisa sintomas, histórico de saúde e possíveis fatores de risco.
Exames de imagem, como ressonância magnética e tomografia computadorizada, auxiliam nessa investigação, além de exames complementares como eletroencefalograma e exames de sangue, conforme indicação médica.
O cérebro infantil apresenta uma neuroplasticidade importante, o que favorece o potencial de recuperação.
O acompanhamento costuma envolver uma equipe multidisciplinar, com fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e acompanhamento neuropsicológico, sempre ajustado conforme a idade e a evolução de cada criança.