O autismo é uma diferença no funcionamento cerebral que influencia, diretamente, a forma como a criança interage com o mundo ao seu redor. Vale ressaltar, primeiramente, que não se trata de uma doença, mas sim de um espectro.
Nesse sentido, o fato de ser um espectro significa que não existe uma abordagem única para o apoio; pelo contrário, os profissionais devem adaptar o suporte às necessidades e preferências específicas de cada indivíduo.
Contudo, diante dessa complexidade, surgem dúvidas comuns: como é realizado o diagnóstico? Existe, de fato, um exame específico para isso? Essas são perguntas fundamentais para a compreensão do autismo e, portanto, serão respondidas detalhadamente no decorrer deste artigo.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode ser definido como uma diferença no funcionamento cerebral que afeta a forma como a pessoa se comunica e interage com os outros.
Essa diferença cerebral também afeta vários aspectos do comportamento, interesses ou atividades, como por exemplo, repetir movimentos ou sons.
Quando criança os principais sinais que se apresentam são:
Quando na adolescência os sinais são:
Em regra há grande dificuldade em diferenciar uma criança portadora de autismo de outra que não é, pois muitos sinais/sintomas mencionados acima podem ser considerados como uma fase para uma criança que não é portadora.
Ocorre que no autismo, esses comportamentos são mais do que uma fase e podem representar desafios na escola ou na socialização com os colegas.
Não se sabe ao certo a causa especifica para o autismo, mas é provável que seja uma combinação de fatores genéticos e certos aspectos relacionados à gravidez, ao trabalho de parto.
Alguns fatores específicos que podem aumentar a probabilidade de autismo e são:
Esses fatores podem alterar diretamente o desenvolvimento cerebral da criança.
O primeiro diagnóstico ocorre quando da consulta com pediatra que verifica sinais de atraso no desenvolvimento.
Os sintomas e a gravidade do transtorno do espectro autista podem variar bastante, o diagnóstico pode ser difícil.
Não existe um exame médico específico para diagnosticar o transtorno do espectro autista.
Os profissionais de saúde podem realizar testes genéticos para verificar variações genéticas associadas ao autismo, mas esses testes genéticos não diagnosticam, no entanto, podem ajudar a identificar a causa das diferenças cerebrais da criança.
Por outro lado, os profissionais da saúde utilizam critérios para a identificação.
São eles:
Existem muitas terapias diferentes disponíveis para apoiar crianças com autismo, e essas terapias ajudam a lidar com os desafios que enfrenta e a desenvolver seus pontos fortes.
O tratamento consiste em:
Pode ocorrer que a criança diagnosticada com autismo possa desenvolver outros transtornos e desse modo um tratamento concomitante será necessário.
As condições que podem ocorrer em conjunto com o autismo incluem:
Tendo em vista que o transtorno do espectro autista não tem cura, há opções de terapias alternativas ou complementares.
As terapias complementares podem oferecer benefício quando usadas em conjunto com tratamentos comprovados incluem:
Algumas terapias complementares e alternativas não têm eficácia comprovada, e como exemplos de terapias complementares e alternativas são suplementos vitamínicos e probióticos e acupuntura.
O autismo é uma diferença no funcionamento do cérebro que influencia diretamente a forma de interação com o mundo.
Nesse sentido, é fundamental compreender que não se trata de uma doença, mas sim de um espectro. Dessa forma, não se busca uma cura, uma vez que a condição se manifesta de maneiras muito distintas em cada indivíduo.
No que diz respeito ao diagnóstico, vale ressaltar que não existe um exame clínico específico; por isso, o caminho para obtê-lo costuma ser longo e criterioso. Isso ocorre, em grande parte, devido ao fato de que alguns sinais e sintomas podem ser facilmente confundidos com fases típicas do desenvolvimento infantil.
Atualmente, os profissionais de saúde reconhecem o autismo como um espectro composto por uma ampla gama de características, o que implica que cada criança demandará diferentes níveis de suporte.
Embora as pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) continuem aprendendo e desenvolvendo estratégias de adaptação ao longo de toda a vida, a necessidade de apoio especializado permanece frequente.
Portanto, quanto mais cedo se inicia o acompanhamento multidisciplinar , incluindo terapias ocupacionais e fonoaudiologia, entre outras , maiores são as chances do indivíduo desenvolver autonomia e conquistar uma melhor qualidade de vida.